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CIJ e EPM promovem seminário sobre socioeducação e inserção social de adolescentes

Tema foi abordado pela psicóloga Aline Pedrosa Fioravante.   A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de São Paulo e a Escola Paulista de Magistratura (EPM) promoveram ontem (14) o seminário “Os Desafios da Inserção Social dos Adolescentes em Conflito com a Lei e as Possibilidades de Avanço para Socioeducação”. Cerca de 700 pessoas acompanharam o evento nos modos presencial, que se realizou no auditório do GADE 23 de Maio, e a distância. A exposição ficou a cargo da psicóloga e bacharel em Direito Aline Pedrosa Fioravante, analista judiciário da área de Psicologia do Tribunal de Justiça do Paraná e integrante da equipe técnica do Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e Juventude. A mesa de abertura foi composta pelo coordenador da CIJ, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, que representou o diretor da EPM, desembargador Francisco Eduardo Loureiro; pelo desembargador membro consultor da CIJ Antonio Carlos Malheiros; pelo juiz substituto em 2º grau Renato Genzani Filho; e pela juíza da Vara da Infância e da Juventude de Santo André, Soraia Lorenzi Buso.  Na abertura do evento, fez-se um minuto de silêncio pelas vítimas do atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que vitimou oito pessoas (cinco delas alunos) na quarta-feira (13).  Em sua exposição, Aline afirmou que é preciso ir além dos discursos no âmbito da socioeducação, definindo-a como um trabalho conjunto entre família, escola, serviço social e saúde pública. “Precisamos atingir o pensamento e o coração dos jovens e de seus familiares”. Explicou que o olhar da exclusão, segundo o qual o adolescente em conflito com a lei é uma fonte de ameaça, delineia as práticas vigentes nas instituições, que pide os adolescentes entre os que devem ser protegidos e os que representam ameaça à sociedade. Chamou a atenção dos participantes para o fato de o adolescente ser um inpíduo que ocupa um espaço na sociedade e para a criminalização do adolescente da periferia, excluído de espaços comunitários. “Estes jovens não são inseridos em políticas públicas de atendimento, não se sentem pertencentes à comunidade”, disse. Aline também ressaltou que a socioeducação está intimamente relacionada à Justiça Restaurativa e frisou a necessidade de haver esse “olhar verdadeiramente socioeducativo”. Ao final, esclareceu dúvidas e recebeu certificado, entregue pelo desembargador Eduardo Gouvêa, pela realização da palestra.   imprensatj@tjsp.jus.br
15/03/2019 (00:00)
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